Porra, Darwin…
É interessante como muitas vezes começamos a filosofar nos momentos mais inusitados das nossas vidas. Foi durante uma cagada pela noite que eu me pus a pensar sobre a teoria evolucionista de Darwin.
O meu dia tinha sido muito cansativo. Muito trabalho seguido de uma boa faxina na casa. Ao terminar a limpeza, em minha inocente concepção pensei: “Agora, vou dar aquela cagada para relaxar”. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com uma daquelas cagadas escrotas com a qual volta e meia todos nós nos deparamos.
Era uma cagada tinhosa. Tentei por uns trinta minutos me desvencilhar dos pedaços de tolete que insistiam em ficar enganchados nos meus cabelos do cu, mas ao final sucumbi. Com os pequenos Tarzans ali presos, ficou clara a mensagem da merda para mim: ela havia vencido.
Passados mais trinta minutos e quase um rolo inteiro de papel, consegui finalmente me limpar. A exaustão e a revolta eram imensas. E neste momento de confusão e cansaço veio a inspiração para a reflexão deste texto: “Qual o benefício evolutivo trazido pelos cabelos no cu para a raça humana?”.
Todos aprendemos a teoria evolucionista na escola. Ficamos encantados com as histórias dos pescoços das girafas e das mariposas de Winchester e o mundo pareceu fazer mais sentido. Mas porra, Darwin, e os cabelos no cu? Pra que que serve essa porra? Os cabelos no cu só atrapalham nossa vida. Come se cagar já não fosse uma tarefa dura por si mesma pelo seu contexto... de merda, ainda temos que lidar com essas porras desses cabelos no cu para atrapalharem o processo de limpeza. Que merda, literalmente.
Ou Darwin estava errado, ou ele não tinha cabelo no cu. Ainda estou confuso. E isso porque eu preferi nem pensar sobre os cabelos do sovaco.
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domingo, 2 de agosto de 2009
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